Professores poderão ser as principais vítimas da 'política de segurança' anunciada por Bolsonaro! Leia e compartilhe...

02/10/2018 04:48

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Bolsonaro disse que dará carta branca para a polícia matar em "serviço". Sem essa carta branca, a PM já reprime com violência — quando está em serviço — greves em geral, em particular de professores. Caso o candidato ganhe e a carta branca seja dada mesmo, manifestações de educadores poderão acabar em chacinas coletivas

Bolsonaro | Desde 2017, o candidato Jair Bolsonaro (PSC) tem anunciado que dará "carta branca para a polícia matar em serviço". Em matéria do UOL, o 'mito' declarou: "Nós vamos brigar pelo excludente de ilicitude. O policial militar em ação responde, mas não tem punição. Se alguém disser que quero dar carta branca para policial militar matar, eu respondo: quero sim."

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Exemplo do Paraná

Em 29 de abril de 2015, Beto Richa (PSDB) ordenou que a PM reprimisse duramente uma manifestação de cerca de 50 mil servidores públicos no Paraná — composta em sua maioria por professores. Os policiais — em serviço — atingiram mais de 213 pessoas, que ficaram gravemente feridas devido à ação violenta do batalhão de choque da Polícia Militar.

No massacre foram usadas balas de borracha, cassetetes, bombas de efeito moral e spray de pimenta. A tensão foi altíssima, dos dois lados. Agora imaginem se, como quer Bolsonaro, a polícia do Paraná tivesse ordem para matar em serviço... Ao invés de um massacre com lesão física, poderia ter havido uma saraivada de balas de verdade e uma chacina coletiva. Impossível? Muita coisa parece impossível de ocorrer antes que ocorra pela primeira vez. (Continua, após o anúncio).

É preciso, pois, muita atenção com esse tipo de política proposta por Bolsonaro, em particular por parte dos professores. Os profissionais do magistério já estão em desvantagem quando precisam enfrentar a polícia sem que esta tenha ordem para matar em serviço. Com tal ordem, a coisa fatalmente pode piorar. A não ser que os mestres desistam de lutar e se conformem em ganhar cada vez menos.

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