O PERFUME | O mais espetacular desfecho da história do cinema!

08/06/2018 08:54

História é adaptada de best-seller de escritor alemão

CINEMA | Perfume, a história de um assassino é uma adaptação para o cinema do best-seller homônimo do escritor alemão Patrick Süskind. O enredo se passa na França do século XVIII e conta a história de Jean-Baptiste Grenouille, um jovem que nasceu de forma deplorável num fétido mercado de peixes parisiense. Grenouille veio ao mundo com duas características incomuns: não tinha qualquer odor e possuía o olfato mais apurado que jamais outro ser humano algum dia teve.

Tanto o filme como o livro são longos e, sobretudo na tela, a narrativa chega a ser arrastada e meio cansativa. Quem consegue ir até o final, contudo, é presenteado com o desfecho mais espetacular — literalmente — da história do cinema. As cenas, surpreendentes, só são comparáveis a grandes espetáculos, onde algum superstar se confunde com Deus, devido à tamanha capacidade de hipnotizar uma multidão.

O alto grau de espetacularidade de O Perfume se dá a partir do fato de que Grenouille é preso e condenado à execução em praça pública onde, sem direito a qualquer tipo de clemência, seu corpo seria desconjuntado até à morte a golpes de porrete por um carrasco brutamontes. Motivo: o moço assassinara 12 belas jovens para extrair-lhes seus odores e formar um perfume mágico, capaz de levar as pessoas ao êxtase.

No dia da execução, uma multidão se postou desde cedo no lugar, em busca de uma visão melhor das cenas de trucidamento de Grenouille. Padres, juízes, freiras, donas de casa, crianças, velhos, pequenos vendedores de bugigangas e comida... Ninguém queria perder o espetáculo e o justiçamento do perigoso e frio assassino. (Continua, após o anúncio).

Ao ser apanhado na cela onde estava por agentes da segurança, Grenouille pegou a poção mágica que criara e escondera e passou algumas gotinhas levemente em seu pescoço. Tudo começou a mudar a partir daí. Os guardas amoleceram e o levaram, já como um nobre, ao palco onde seria esmagado.

Quando chegou ao local e aproximou-se do brutamontes, este, ante o cheiro do perfume, ajoelhou-se e, cândida e emocionadamente, falou: "Este homem é um anjo. Este homem é inocente". Grenouille passou então novamente  gotas de seu perfume no corpo e embebeu um pouco também em um lenço e o agitou para a multidão que, já completamente em estado de êxtase, gritava quase em uníssono: "É um anjo! É um anjo!"

A partir daí, o inimaginável aconteceu. As pessoas, antes iradas de ódio contra o assassino, deixaram de lado ressentimentos e hipocrisias. Padres começaram a transar com freiras, autoridades com subordinados, homens com homens, mulheres com mulheres, jovens com velhos.. Todo mundo se despiu de forma literal e certamente foi criada a maior cena de lascívia coletiva da ficção. O perfume de Grenouille tirou a brutalidade do povo. (Continua, após o anúncio).

Na parte 2 do desfecho, Grenouille, meio desolado, abandona a cidade e volta para o mesmo local onde nascera. Lá encontra desvalidos e derrama o resto do perfume no corpo. O que acontece? Assista acima e veja você mesmo.

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