STF | Ministra veta reajuste e revolta professores de todo o País!

22/05/2018 19:41

Brasília - A presidente do STF, Cármen Lúcia / Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília - A presidente do STF, Cármen Lúcia / Foto: José Cruz/Agência Brasil

"Ministra errou feio ao empacar reajuste dos educadores"

Você verá nesta matéria:

  1. Informes gerais sobre medida da ministra Cármen Lúcia que prejudica professores da Rede Estadual de São Paulo
  2. Repercussão de tal medida nas campanhas salariais de educadores de todo o País
  3. Reações do sindicato para reverter a situação

EDUCAÇÃO | Os professores da Rede Estadual de São Paulo ganharam na justiça paulista o direito a reajuste de 10,15% em seus salários-base. Medida adéqua os ganhos da categoria ao que reza a lei federal 11.738/2008, que instituiu o piso nacional do magistério. A ministra Cármen Lúcia — presidente do STF — cancelou o aumento. Alegou, para tanto que "a manutenção da decisão da Justiça paulista [que beneficiava os educadores] significaria "grave risco de lesão à ordem e à economia públicas". A ministra, na verdade, atendeu a apelo do atual governador Márcio França (PSB). Geraldo Alckmin(PSDB) também tinha feito idêntico pedido antes de deixar o governo para candidatar-se a presidente da república.

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Revolta

A decisão da ministra causou profunda revolta entre educadores de todo o Brasil. Medida pode inclusive ser usada por prefeitos e governadores em situações semelhantes onde os mestres reivindiquem reajuste baseados na lei nacional do piso do magistério. "A ministra deveria cortar era o auxílio-moradia de desembargadores, juízes e procuradores. Isto sim é imoral e quebra o País", desabafou pelo Facebook a professora curitibana Cecília Aragão. Muitas outras manifestações de repúdio podem ser encontradas pelas redes sociais. (Continua, após o anúncio).

Sindicato reage

Em Assembleia Geral realizada dia 18 deste mês de maio, a APEOSP — sindicatos dos professores de São Paulo — tirou uma série de encaminhamentos para pressionar o governo e a ministra Cármen Lúcia a liberarem os 10,15% de reajuste. Como uma das primeiras medidas, vão acampar a partir do dia 26 na Praça da República, localizada no centro de São Paulo. Não está descartada a possibilidade de uma greve geral.

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