BNCC | Reforma do ensino médio deve ser revogada, dizem especialistas!

16/06/2018 03:31

Professor César Callegari, especialista em educação / Foto: You Tube
Professor César Callegari, especialista em educação / Foto: You Tube

Reforma do ensino médio prejudica os alunos

EDUCAÇÃO | Destacados educadores de todo o País querem a revogação da reforma do ensino médio, aprovada a toque de caixa em fevereiro de 2017, a partir da Medida Provisória (MP) 746/16. A razão é mais que justa: a reforma praticamente reduziu uma das etapas mais importantes da educação de milhões de jovens ao ensino de apenas duas disciplinas, Português e Matemática. Isto mesmo: pelo que está na nova regra, apenas essas duas matérias são obrigatórias e tomam 60% do currículo. Os outros 40% serão diluídos com as demais disciplinas, que passarão a ser ofertadas de acordo com a capacidade de cada escola, ou seja, não mais em caráter obrigatório.

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Um dos que defende revogar a reforma do ensino médio é César Callegari, relator da comissão de formação de professores do Conselho Nacional de Educação (CNE). Esse especialista considera um atentado aos direitos dos jovens que a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) — 60% da carga horária total — seja destinada somente a Português e matemática. Callegari diz que, com isso, todas as demais disciplinas serão drasticamente mutiladas e muitos dos seus conteúdos deixarão de ser vistos pelos alunos. 

"As repercussões negativas na vida do jovem serão muitas com esse currículo apequenado, reducionista dos direitos do jovem brasileiro", destacou. O especialista frisou ainda que "quem perde, mais uma vez, é o estudante da rede pública. Aquele que continuar estudando não terá boas chances no Enem". (Continua, após o anúncio).

"Callegari criticou também a proposta que está sendo discutida no Conselho Nacional de Educação, no âmbito da regulamentação da reforma, de autorizar que 40% da carga seja por meio do ensino à distância. No caso da Educação de Jovens e Adultos (EJA), 100% do curso ofertado fora da escola. Segundo ele, a ideia atende a interesses de empresas do setor de pacotes didáticos para o ensino não presencial. E lembrou o aumento da participação privada no próprio Conselho Nacional de Educação."

"Outro especialista em educação, João Cardoso Palma Filho, lembrou que todas essas mudanças no ensino médio devem aumentar as desigualdades educacionais entre a rede pública e privada e evasão escolar. Dados do Censo Escolar do Ministério da Educação mostram que entre 2014 e 2015, 12,7% dos alunos largaram a escola ainda na primeira série." 

Com informações de: APEOESP

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