Saiba quais as principais doenças que tiram professores da sala de aula e levam a mudanças legais de função! Leia e compartilhe...

30/09/2018 03:44

Foto: depositphotos
Foto: depositphotos

Ao contrair doenças no exercício da sala de aula, professores têm direito a mudar de função ou até mesmo se aposentar de forma precoce sem perder quaisquer direitos

Educação | A carreira docente é extremamente desgastante. No Brasil, o problema se torna ainda mais grave, pois as salas de aulas são no geral super lotadas e quase sem nenhum conforto. Some-se a isso as baixas remunerações pagas aos professores, o que os obriga a adotar jornadas de trabalho duplas e até triplas nas redes pública e privada para melhorar a renda. 

Leia também:

Proposta de Bolsonaro leva professor que paga R$ 125,00 de IR a pagar mais de R$ 700,00, diz contadora! 

Por conta disso, milhares de professores adoecem rapidamente e se afastam do trabalho através de licenças médicas curtas ou mais extensas. Em muitos casos, o educador é forçado a se afastar em definitivo da sala de aula e a mudar de função ou até mesmo se aposentar precocemente. Nestas situações, legislações garantem que o professor não sofra qualquer prejuízo quanto a sua remuneração, como veremos ao final da matéria.

Principais doenças que levam docentes a mudar de função ou a se aposentar precocemente

São várias as enfermidades que levam um professor a se afastar da sala de aula e a mudar de função ou até mesmo se aposentar de forma precoce. Destacam-se:

  • Problemas nas cordas vocais. O uso excessivo da voz — próprio de quem está em sala de aula — acarreta, ao longo do tempo, rouquidão, inflamações na laringe e calos nas cordas vocais. Problemas, se não tratados com seriedade, podem levar até à perda definitiva da voz. Otorrinolaringologistas são os responsáveis para tratar tais patologias.
  • Problemas neuropsicológicos. O ambiente de estresse permanente de uma sala de aula — em particular das muito cheias e com alunos 'problemáticos' — leva a que muitos educadores desenvolvam sérios distúrbios neuropsicológicos, como depressão, nervosismo, irritação, cansaço, tristeza, medo ou síndrome do pânico. Problemas devem ser encarados com seriedade, pois podem levar à dependência de drogas psicotrópicas. Muitos recorrem ao álcool ou até mesmo a drogas ilícitas para aliviar a tensão, o que certamente agrava o problema. Psicólogos e psiquiatras são os profissionais responsáveis para tratar tais enfermidades.
  • Problemas cardiológicos. Devido ao estresse da sala de aula, é muito comum docentes desenvolverem problemas de pressão alta e taquicardia, o que pode levar até mesmo a um enfarte. Cardiologistas são os profissionais que cuidam de tais patologias.
  • Problemas na coluna. Na sala de aula, professores passam muito tempo em pé e no uso do quadro de giz, onde muitas vezes elevam o braço de forma inadequada. Docentes são também obrigados a ficar muito tempo sentados corrigindo provas ou cuidando de crianças menores, no caso da educação infantil. Tudo isso pode levar a dores na região lombar, na coluna cervical, no ombro, no punho e no cotovelo. Ortopedistas cuidam de tais problemas. (Continua, após o anúncio).

O que fazer para mudar de função ou se aposentar precocemente sem perder direitos

Professores que desenvolvem no exercício do magistério problemas que o impeçam de continuar a exercer a sala de aula, podem solicitar legalmente mudança de função dentro da própria escola em que atuam ou até mesmo a aposentadoria por invalidez. Nos dois casos, após laudos médicos e periciais, legislações da União, estados e municípios asseguram que o educador não tenha prejuízos salariais ou perda de direitos, como a aposentadoria especial. O aconselhável é buscar orientação no sindicato da categoria ou, na ausência deste, com advogado particular.

Leia também: