Dizer que não aceita perder é desespero de quem vê a derrota chegar, dizem analistas! Leia e compartilhe...

29/09/2018 14:30

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Bolsonaro é seguido por uma minoria radical, que não representa a maioria do País. Nos últimos dias, a rejeição ao 'mito' cresceu, depois que foi acusado pela ex-mulher de que a teria ameaçado de morte e até de ter roubado cofre do casal

Bolsonaro | O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC) tem declarado repetidamente pela grande mídia que não aceita resultado das eleições que não seja sua vitória no primeiro turno. Caso isto não se confirme nas urnas — conforme indicam todas as pesquisas — o 'mito' diz que é porque o processo eleitoral será fraudado. (Continua, após o anúncio).

Acusado de ameaçar de morte a ex-mulher e de roubar joias e dinheiro do casal

Segundo analistas de todo o País e opinião dos demais candidatos, essa fala de Bolsonaro, na verdade, representa o desespero de quem sabe que já perdeu e não quer aceitar a situação. O 'mito', de acordo com pesquisas dos maiores institutos, como Datafolha, Ibope e Vox Populi perde em todas as simulações de segundo turno e é o mais rejeitado pelos eleitores. Situação se agravou nos últimos dias, depois da notícia de que Ana Cristina — sua ex-mulher — denunciou há alguns anos que Bolsonaro a ameaçou de morte e roubou um cofre do casal com joias e dinheiro.

"Menino mimado"

Na Folha de S.Paulo, Geraldo Alckmin disse hoje (29) na Lapa, em São Paulo:

"Bolsonaro é como menino mimado que, quando perde o jogo, pega a bola e vai embora".

"É inacreditável. Ele se elegeu sete vezes deputado, e em todas elas a urna funcionou. Agora, se perder não funciona." (Continua, após o anúncio).

Minoria

Segundo o sociólogo Afrânio Mesquita, Bolsonaro não tem chances de se eleger, embora reconheça que ele conquistou uma fatia do eleitorado brasileiro. "Bolsonaro tem um eleitorado cativo. Mas é uma minoria radical, que não representa a maior parte da população, por isso não tem condições de ganhar uma eleição para a presidência da república", disse.

Leia também: