Ao vazar fim do 13º e do abono de férias, Mourão mostra que general é que manda em capitão! Leia e compartilhe...

28/09/2018 05:25

Após o general Mourão anunciar que um possível governo Bolsonaro acabará o 13º e o abono de férias, muitos dos seus apoiadores ficaram com um pé atrás em relação à candidatura do 'mito' 

Economia | O general Hamilton Mourão passou por cima de Jair Bolsonaro e discursou para grandes empresários da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e disse que fará uma reforma trabalhista séria para acabar o 13º e o abono de férias dos trabalhadores. "Décimo terceiro salário. Se a gente arrecada 12, como pagamos 13? É complicado. [Brasil] É o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais", declarou. (Continua, após o anúncio).

Hierarquia

Ao antecipar uma das principais propostas de um possível governo Bolsonaro, seu vice deixou claro que ele Mourão é que manda no processo, visto que a rígida hierarquia dentro das Forças Armadas é uma das principais características do ambiente militar. No Exército, jamais um capitão reformado como Bolsonaro vai dar ordens em um general como Hamilton Mourão. Além de Mourão, há por trás da candidatura do 'mito' outros fardados de alta patente, como os generais Heleno e Eduardo Villas Bôas. Jair Bolsonaro, na prática, está apenas sendo usado para levar facadas e possivelmente colocar no poder o alto comando do Exército Brasileiro.

Apoiadores com um pé atrás

Após o general Mourão anunciar que um possível governo Bolsonaro acabará o 13º e o abono de férias, muitos dos seus apoiadores ficaram com um pé atrás em relação à candidatura do 'mito'. Muitos se pronunciaram pelo Facebook. "Estou chocada com esta notícia. E o pior é que foi dita por Mourão, um general, que quando diz uma coisa, cumpre. Estou agora com medo de votar em Bolsonaro", pondera a professora paulista Cármem Santos. "Esta notícia de me pegou de surpresa. Nunca esperei que o vice de Bolsonaro defendesse tal proposta. Acho que não vou votar mais em ninguém", disse o bancário carioca Cosme Silva. (Continua, após o anúncio).

Desespero

Desesperado com a repercussão negativa da fala sincera de Hamilton Mourão, Jair Bolsonaro disse que tudo não passou de um "equívoco" do seu vice e que Mourão está proibido de antecipar o que um governo Bolsonaro vai fazer. É tarde. Mourão já antecipou e ninguém acredita que um general vai obedecer um capitão.

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